quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Poema de Eunice Boreal

Olá, o ônibus vai dar acento à produção contemporânea feminina na PB. Serão cinco autoras, que viajarão conosco nesta primeira semana de setembro.

A primeira a embarcar foi Eunice Boreal. 

Saiba mais sobre a autora no blog http://eunasce.blogspot.com/

 

 

Sonata para Amy

Canções são sempre ouvidas
Pertencem aquele tempo em
que se sente e nunca se passa

Naquele dia pensou em cantar
qualquer coisa de memória ou
improviso
canções são livros
mas o choro
pode ser
silencioso
quem canta pode
ofuscar-se de tanto existir
Mas há por trás da força fosforescente
Algo que vira-se como um tipo de sonho
doloso e que mora em um (todo)
lugar
de onde não sai qualquer grito

E de lá desse fundo
Dança o eco que não se esvai

não sei conviver comigo.

4 comentários:

  1. Que lindo o poema! Lindo o "quem canta pode ofuscar-se de tanto existir...".

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  2. Eunice escreve muito bem, maíra.
    Visita o blog dela pra confirmar.
    abraço

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  3. Linda homenagem Eunice

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