domingo, 9 de outubro de 2011

José Antônio Assunção no Ônibus

              Natal 1987

(Aos filhos Tasla e Rúlio)

O Perdido gesto
de vasculhar os sapatos
na Manhã dos Sinos.

Os próprios sapatos
(itinerário de ti?)
já quedam rotos
nas rugas do tempo.

E o menino antigo,
só de teimoso,
suporta o presente.

8 comentários:

  1. Grande poeta José Antônio Assunção!!! Sem dúvidas, um dos maiores do estado.

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  2. O Câncer no Pêssego talvez seja um dos melhores livros paraibanos, Weslley.
    José Assunção é mesmo um dos grandes da nossa literatura.

    abraço e obrigado pela viagem.

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  3. Vai carregando o presente, menino teimoso!

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  4. Vai carregando o presente, menino teimoso!

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  5. Não sou muito fã de poesia, mas esse poema me tocou. Lindo!

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  6. Ana,

    salve a teimosia, minha cara.
    obrigado pela visita.

    Eli,

    Poesia é assim, não pede licença para emocionar.

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  7. Olá, poeta Jairo! Grato pela postagem de meu texto no "Escritos no onibus". Sem dúvida, é um dos meus preferidos do livro "O cancer no pessego" (Idéia, 1992, João Pessoa/PB). A ambiguidade opositiva instaurada pelo vocábulo "presente" é só estratégia textual, pois considero a existencia uma grande dádiva, ou melhor, a Dádiva!
    Abraço bom do teu J.A.Assunção

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  8. Prezado Assunção,

    saiba que é uma honra para nós ter um de seus poemas viajando no ônibus.
    sou fã de O cancer no pessego. um dos melhores livros de poemas que li na vida.
    abraço
    jairo

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