quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Linaldo Guedes e suas metáforas sertanejas


Quem está de livro novo é o poeta Linaldo Guedes. Metáforas para um duelo no sertão saiu com o selo da Patuá Editora. Linaldo é um grande amigo, figura muito querida no meio literário e merece todo sucesso do mundo. 

O lançamento em João Pessoa está previsto para janeiro de 2012. Eu, certamente, estarei lá, prestigiando o cangão e comprando meu exemplar.

Para adquirir o livro que já está em pré-venda, basta clicar aqui

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Poesia no Ônibus

   
Um dia, andando com muletas por causa da artrose no joelho, tive que apelar para o transporte público. Não achei muito interessante o ruge-ruge, os odores, o aperto, o calor, os solavancos, as conversas paralelas do dia-a-dia, a espera cansativa, a passagem pela “borboleta” com a barriga de chopp, os pedintes e toda uma tribo que tem o ônibus como habitat , do pregador evangélico ao vendedor de drops para ajudar a “casa do menor drogado”. 

O poeta Jairo Cézar aproveita sua viagem diária nos ônibus superlotados de João Pessoa para anotar suas coisinhas, quando tem sorte de sentar nas poltronas desconfortáveis dos veículos, ignorando o corredor apinhado de passageiros em pé. Daí a popularidade e a universalidade dos seus versos. É no ônibus lotado que Jairo medita sobre a precariedade da vida do pobre operário, a dureza da vida no campo, o lirismo dos que são oprimidos, o romantismo chinfrim do discurso amoroso das canções populares, os protestos e confissões de um poeta em formação, no embalo do ônibus circular, aquele que jamais chega ao seu destino.

“Olhe, seu menino, essa vida é uma loucura!”, exclamou o senhor de idade indefinida, barba por fazer, cansaço no rosto e na alma, sentado na cadeirinha dos inválidos na linha 601.  O poeta aproveitou a deixa para pensar: “E por que não levar poesia para os loucos?” Não deu outra: sarau no pátio do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira. “É minha contribuição para a luta antimanicomial”, declara Jairo Cézar, “professor de inglês, comunista, marido de Michele e pai de Beatriz,” como gosta de se apresentar.  De tanto anotar as coisinhas nos transportes coletivos, acabou por editar o livro de poemas “Escritos no ônibus”.

Jairo andou trabalhando por Sapé, terra do poeta Augusto dos Anjos. Lá, participou de comoventes aventuras no mundo da burocracia para alavancar projetos de divulgação da cultura. Fez algumas coisas valorosas. Ajudou a criar projeto de conservação do universo de Augusto no engenho onde nasceu o genial poeta paraibano. Refletindo sobre essas lutas quase inglórias, escreveu:

O ENGENHO

Na esterilidade do cansaço
A febre do desânimo me afronta.
Reflete no octógono do destino
Uma angústia milenária que se afoita.

Na linha férrea do meu traço
A humanidade se amedronta,
Pois só no brejo Nordestino,
O incoercível se açoita.

Carrego 200 litros de vinagre,
Dói-me o dorso cerebral.
A indiferença é o milagre
De uma sonata universal.

E a essa hora, quando a flecha beija o arco,
Quando o crepúsculo me acalma,
Sinto a brisa do Pau D’arco
Pentear as tranças da minha’lma.

Postado em


Em tempo: agradeço as palavras de Fábio Mozart, um guerreiro da cultura. No entanto, preciso retificar um ponto. A iniciativa do Sarau no Juliano Moreira foi do poeta Lau Siqueira e da direção do complexo. Eu fui apenas um dos divulgadores.
abraço aos passageiros e passageiras

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Feira Literária de Boqueirão terá Lau Siqueira como patrono



A 3ª Feira Literária de Boqueirão, iniciativa da ABES (Associação Boqueirãoense de Escritores) e Prefeitura Municipal de Boqueirão, será realizada de 21 a 25 de março de 2012, terá muitas novidades, uma delas é a indicação de Lau Siqueira como o Patrono da feira. 

Gaúcho de nascimento, paraibano de coração, pois aqui reside há mais de 20 anos. Estreou como escritor na década de 70 publicando em Jornais da capital gaúcha. Jornalista, escritor e poeta, Lau publicou seu primeiro livro pela Editora Idéia em 1993, chamado o “Comício das Veias”.

Entre 2007 e 2008 foi Diretor Executivo da Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE, onde criou o departamento de Literatura da Fundação e em parceria com a Secretaria de Educação a primeira biblioteca pública do município de João Pessoa; também instalou o Circuito Cultural das Praças, levando arte e cultura para todos, sempre priorizando a diversidade cultural e as tradições da cultura popular, trazendo para a cena expressões que se encontravam marginalizadas, como as Cambindas, o Cavalo Marinho, o Boi de Reis, o Coco de Roda, o Babau, o Coco de Embolada, o tradicional forró pé-de-serra que hoje Chico Cesar busca preservar no Estado, enquanto Secretário de Cultura da Paraíba. “Não são coisas minhas, relevâncias minhas, mas questões coletivas, debatidas e implementadas coletivamente. Portanto, estive dentro de um processo e não fiz nada sozinho”. Comenta Lau, que recentemente lançou o seu quarto livro de poemas “Poesia sem pele”.

O Convite, uma iniciativa dos poetas da ABES e da Secretaria de Cultura de Boqueirão, foi uma surpresa para o poeta que afirmou: "Estou imensamente grato e emocionado".

Por FLIBO

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Poder Educativo dos Livros Clássicos

 

Olha só, por acaso você já ouviu falar de Homero, Aristóteles ou Molière, mas sabe quer eram realmente? Diga a verdade... o seu filho já fez perguntas embaraçosas que você não pode responder?
Aprender o básico de Cervantes, Shakespeare ou Molière (Entre 70 outros autores). O poder educacional dos clássicos é o guia que a sabedoria sempre quis ler. Quer saber todas as obras dos grandes clássicos? Descobri-los de forma rápida, fácil e divertida.
O poder educativo dos livros clássicos é essencial para aproximá-los. Podemos não saber quem eram e o que eles fizeram?
Eles escreveram para você, para melhorar o nosso espírito e nossa sociedade, hoje e para todos os homens. Filósofos e teólogos, dramaturgos, poetas e romancistas ... Aqui é um compêndio de conhecimento universal adquirida na séculos na ponta dos dedos. Descubra na dose mais elevada breve das paixões humanas, suas misérias e seus desejos de ontem e de hoje. Esse é o poder da educação clássica que oferece a mais confortável e agradável educação e o melhor corpo docente na história, tanto para você como seus filhos.
 
Autores incluídos na obra.
Homero
Tirso de Molina
Esopo
Francisco de Quevedo
Sófocles
Juan Ruiz de Alarcón
Eurípides
Pedro Calderón de la Barca
Platón
Baltasar Gracián
Aristóteles
Agustín Moreto
Cicerón
Molière
Horacio
Daniel Defoe
Séneca
Fray Benito Jerónimo Feijoo
Quintiliano
José Cadalso
San Juan Crisóstomo
Jovellanos
Abentofail (IbnTufail)
Félix María de Samaniego
Gonzalo de Berceo
Washington Irving
Alfonso X el Sabio
Alessandro Manzoni
Raimundo Lulio
Fernán Caballero
Dante Alighieri
Estébanez Calderón
Don Juan Manuel
Ramón de Mesonero Romanos
Juan Ruiz, arcipreste de Hita
Hans Christian Andersen
Pero López de Ayala
José de Espronceda
Marqués de Santillana
Mariano José de Larra
Jorge Manrique
Nikolai Gogol
Erasmo de Rotterdam
Jaime Balmes
Juan del Encina
Charles Dickens
Fernando de Rojas
Fiodor Dostoyevski
Antonio de Guevara
Carlo Collodi
Juan Luis Vives
León Tolstoi
Fray Luis de Granada
José María de Pereda
Santa Teresa de Jesús
Pedro Antonio de Alarcón
Fray Luis de León
Gustavo Adolfo Bécquer
Michel de Montaigne
Benito Pérez Galdós
Miguel de Cervantes
Anton Chejov
Mateo Alemán
Rudyard Kipling
Vicente Espinel
Jacinto Benavente
José de Valdivieso
Rubén Darío
Luis de Góngora y Argote
Amado Nervo
Lope de Vega
Pío Baroja
William Shakespeare
Azorín
San Francisco de Sales
Franz Kafka
 
 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Despoemas por Maria Valéria Rezende



palavras sem peias – Maria Valéria Rezende

Pequena e rica jóia, este livro, em que poemas de mais e menos jovens e maduros poetas da nossa Parahyba, lindamente escolhidos, incrustam-se como pedras brilhantes no metal polido da prosa, prosa?, desabalada de Roberto Menezes. 

Os versos parecem ter atuado como gatilhos para desencadear outra escrita que segue caminhos próprios. Os textos de Roberto não são comentários nem versões em prosa dos poemas dos amigos. Não me atrevo a atribuir a eles nenhum rótulo; contos?, crônicas?, a controversa prosa poética?, ensaios?, delírios?, sei lá.

O que sei é que o leitor terá de se atracar, literalmente, com os textos, para não se deixar arrastar, sem controle, pelo empuxo da sua linguagem. Ou, se preferir, que se deixe levar e sofra as consequências.

Ao contrário de seu personagem que diz  Não tenho furos, buracos pra vazar. De dentro de mim não há fuga, só secura, Roberto Menezes vaza, extravaza num turbilhão de palavras sem peias ou de sonho desenfreado, sem cuidados, inconstante e inconsequente, a surpreender como um ataque de rapina de Genghis Kahn, amanhecendo a noite ainda antes de chegar o amanhã.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FBN investe mais de R$ 40 mi em aquisição de acervo para bibliotecas



 
A Fundação Biblioteca Nacional publicou na última quinta-feira, 1/12, o maior edital de apoio às bibliotecas da  história do Ministério da Cultura. Serão investidos mais de R$ 40 milhões na ampliação e atualização de acervos de bibliotecas municipais, comunitárias, rurais e pontos de leitura que estiverem inscritos no Cadastro Nacional de Bibliotecas.
 
Do total a ser investido, R$ 7 milhões serão utilizados para compra de livros escolhidos no pregão realizado ano passado, totalizando 320 exemplares dos mil títulos selecionados para ajudar a revitalizar o acervo das bibliotecas e, ainda, implantar 300 novos pontos de leitura em 2012. Acesse o edital no link:http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=21&data=01/12/2011.

Funesc realiza cerimônia de premiação do concurso José Lins do Rego

Nesta sexta-feira (16) a Fundação Espaço Cultural (Funesc) vai entregar o prêmio aos escritores contemplados no Concurso Literário José Lins do Rego. A premiação será às 17h, no Auditório Verde do Espaço Cultural, em João Pessoa.

Cada um dos autores das oito obras selecionadas receberá a importância de R$ 2 mil. Também serão impressos 600 exemplares de cada obra, dos quais 100 pertencerão ao escritor e 500 serão distribuídos em bibliotecas escolares e públicas estaduais, instituições do Estado e diretamente com os autores. A Funesc, juntamente com A União Editora, terá prazo de até 12 meses para a edição e publicação das obras, que conta a partir da divulgação dos selecionados.

O Prêmio Literário José Lins do Rego selecionou oito obras das 177 inscritas para concorrerem a 10 vagas em seis categorias. Cada categoria ofereceu duas vagas para os vencedores, exceto Dramaturgia e Ensaio, que não elegeu vencedores por decisão do júri. Em parceria com a A União Editora, o concurso marcou o resgate das Edições Funesc, interrompidas há 15 anos.

Vencedores – Na categoria romance os vencedores foram “Palavras que devoram lágrimas (ou a felicidade cangaceira)”, de Betomenezes, e “O Voo da Borboleta Negra”, de Paulo Vieira. Na categoria infanto-juvenil, as obras vencedoras foram “O Mundo Alado e o Mundo Florido ou o Mundo Colorido”, de José Camilo Lelis, e “Verdinha, a Pequena Cana-de-Açúcar”, de Jackson Franco.

No gênero poesia, “Impróprio para consumo”, de Marinésio Gonçalves, e “Versorragia no Início Era o Verso e do Verso Fez-se Sangue”, de Gustavo Limeira foram as contempladas. No gênero conto ou crônica foram selecionadas “Varadouro, Varadouro”, de Astier Basílio, e “Face Oblíqua”, de Saulo Mendonça.

Todos os concorrentes usaram pseudônimos e as verdadeiras identidades ficaram em envelopes lacrados, que foram abertos depois do resultado definido pelos jurados. O júri foi composto por profissionais de outros Estados: Heloísa Arco Verde de Morais (PE), Clotilde Tavares (RN), Clemente Rosas Ribeiro (PE), Ivan Cavalcante Proença (RJ) e Willame Jansen (PE).

Em tempo:  Parabéns aos membros do CAIXA BAIXA betomenezes e guga limeira pelo prêmio.